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Casos suspeitos da ‘urina preta’ sobem para 19 no AM

Subiu para 19 o número de casos suspeitos de rabdomiólise, síndrome associada à doença de Haff, que deixa a urina da cor preta, no município de Itacoatiara (distante 176 quilômetros de Manaus), no interior do Amazonas.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas- Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), em parceria Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), segue investigando a suspeita de surto de rabdomiólise. 

Uma das ações desenvolvidas foi a capacitação dos profissionais de saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Itacoatiara (Semsa/Itacoatiara) sobre rabdomiólise e as características principais da doença. “Estamos ampliando todo o suporte à equipe de profissionais e acompanhando o trabalho que está sendo realizado com o olhar da vigilância”, afirma o diretor-presidente da FVS-RCP, Cristiano Fernandes. 

  De acordo com a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS/FVS-RCP), Liane Souza, entre os envolvidos no surto, sete pacientes seguem internados no Hospital Regional José Mendes, em Itacoatiara. “Estivemos realizando a visita aos pacientes hospitalizados e acompanhando o estado de saúde deles. Em Manaus permanece um paciente internado na FMT-HVD”, aponta Liane.  

Segundo o médico infectologista da FMT-HVD, Antonio Magela, os pacientes internados estão sob observação ambulatorial. “Todos estão hemodinamicamente estáveis e sem nenhuma evidência de complicação clínica. Permanecem os sete pacientes internados para observação”, afirmou o infectologista. 

Rabdomiólise 

A rabdomiólise é uma síndrome clínico-laboratorial que decorre da lesão muscular com a liberação de substâncias intracelulares para a circulação sanguínea. Ocorre normalmente em pessoas saudáveis, na sequência de traumatismos, atividade física excessiva, crises convulsivas, consumo de álcool e outras drogas, infecções e ingestão de alimentos contaminados que incluem o pescado. O quadro clínico da doença pode incluir elevações assintomáticas das enzimas musculares séricas (creatinina-fosfoquinase – CPK).

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